Terça-feira, 28 Março 2017
PortuguêsEnglishEspañol
NEWSLETTER
Você está aqui: Turismo e Cultura > Património
Tabuaço

É sede do município, dividido em 17 freguesias. Pertence ao distrito de Viseu e está incluído na região Norte e sub-região do Douro.
Como concelho está limitado a norte pelo município de Sabrosa, a leste por S. João da Pesqueira, a sueste por Sernancelhe, a sudoeste por Moimenta da Beira e a oeste por Armamar.

É um concelho extremamente interessante a vários níveis: tem paisagens únicas, caracteristicamente durienses, tem um considerável património arquitectónico e as suas tradições estão, até aos nossos dias, muito vincadas na vivência dos seus habitantes. As lendas confundem os nossos sentidos e transportam-nos para a magia dos seus intervenientes – mouras encantadas, tesouros escondidos e todo um conjunto de histórias e mitos vivem até aos dias de hoje nas nossas populações.

Tabuaço é terra de vinho, de azeite, de uma gastronomia inconfundível, apresentando alguns pratos singulares, como o javali. A hospitalidade do seu povo é notória e em cada casa, em cada mesa, um visitante é um amigo.


Gentílico: Tabuacense
Área: 135,72 Km2
População: 6 785 hab. (2001)
Densidade populacional: 49 hab./km2
Fundação do Município: séc. XIV
Orago: S. João


Igreja Matriz de Tabuaço (Igreja de Nossa Senhora da Conceição)
Acesso: Em Tabuaço, no Largo 5 de Outubro;
Gauss: M- 247653, P- 461147, CMP, Fl. 127


Na Idade Média, Tabuaço estava ligado a uma pequena paróquia anexa a Santa Maria do Sabroso. O povoado primitivo, certamente de origem castreja, confinava-se ao lugar onde a comunidade cristã suevo-visigótica levantou a ermida em honra de São Vicente. Aliás, os achados arqueológicos, como tijolos, bocados de cimento, punhais, pregos e moedas de prata e cobre falam da presença romana no local.

A igreja matriz, de invocação a Nossa Senhora da Conceição, foi construída no séc. XVII. Várias remodelações vieram a verificar-se durante os séculos XVIII, XIX e XX.

De arquitectura caracteristicamente religiosa, maneirista e barroca, os retábulos colaterais apresentam algumas características da talha joanina de transição para o período rococó.
A Igreja é, de facto, de construção medieval, de que não restam quaisquer vestígios, excepto no facto do volume da capela-mor formar um ligeiro ângulo, denunciando ser uma edificação anterior, totalmente remodelada e ampliada no séc. 18, mas com a estrutura e simplicidade maneiristas.


Capela de Santa Bárbara
Acesso: Av. Marechal Carmona.
Gauss: M - 247304, P - 461066, CMP, fl. 127

Trata-se de uma edificação caracteristicamente religiosa, maneirista e neomanuelina, construída no séc. XVI.
Possui janelas neomanuelinas nas fachadas laterais e, no interior, destaca-se o retábulo-mor de talha dourada maneirista, sendo de referir o trono decorado com baixos-relevos com cenas da Paixão, o qual ostenta talha policromada do período rococó.
Capela cujo orago seria Cristo Crucificado.


Capela de São Torcato e São Plácido / Capela de São Pelágio
Acesso: Em Tabuaço, junto à EN 226-2;
Gauss: M- 246281, P- 461338, CMP, Fl. 127

A época de Construção aponta para a primeira metade do séc. XIX,  altura em que também se regista o abandono da ermida primitiva, de origem medieval, que se localizava no lugar do Ribeiro da Moa, a poente de Tabuaço. A sua arquitectura é caracteristicamente religiosa, revivalista.

Em 1881 há registos que referem terem existido em Tabuaço as "ermidas de S. Vicente, Santa Barbara e de S. Payo (Pelágio) e os oratórios dos herdeiros de Pedro Guedes de Vasconcellos, e dos de António da Motta, existindo nessa data as duas primeiras e a de S. Plácido, bem conservadas, nelas celebrando os "officios divinos"" (LEAL, págs. 468-469, 1881).


Capela de São Vicente

Acesso: Em Tabuaço, no Lug. de São Vicente;
Gauss: M- 247978, P- 461300, CMP, fl. 127

Época de Construção: Séc. XV

Séc. XV - data provável da edificação do templo actual e de execução da imagem de Santa Maria Romana. A sua tipologia aponta para arquitectura religiosa, vernácula e maneirista.

Segundo muitos autores, a capela assenta em local onde se desenvolveu a primeira comunidade que deu origem à povoação de Tabuaço, tendo sido encontrados inúmeros achados arqueológicos nos campos agrícolas em redor.


Museu do Imaginário Duriense

O edifício foi construído no século XIX. Ainda antes de 1881, os beneméritos tabuacenses Bernardino de Sena de Macedo Pinto, José e Joaquim Ferreira de Macedo Pinto fizeram uma proposta ao Governo, com vista à criação de uma escola de instrução primária, denominada "Macedo Pinto", para o sexo masculino, dotada de uma cadeira complementar de aplicação à agricultura. Assim, a sua utilização inicial tinha funções educativas.

Em finais da década de 1890 a escola encerra por falta de alunos, voltando a abrir já no século XX. Nesta altura, a biblioteca já possuía cerca de 3000 volumes. Em meados do século XX, o edifício passa a ter apenas a função de biblioteca, com utilização do restante espaço para actividades pontuais de carácter educativo e pedagógico, como foi o caso do ensino recorrente, conselho escolar, etc.

Em 2004, dá-se início às obras de adaptação do imóvel para a implantação do Museu do Imaginário Duriense, um pólo do Núcleo do Museu do Douro.
O MIDU, como é denominado, alberga a exposição fotográfica da Lenda da Calçada de Alpajares, ou do Diabo, oriunda de Freixo de Espada à Cinta. O museu será, no entanto, enriquecido com outras exposições ligadas ao imaginário e à mitologia, patrimónios ricos do concelho e da região.

Além do MIDU, a região do Douro contará com os museus do Pão e do Vinho (Favaios), da Gastronomia (Lamego), do Caminho de Ferro (Barca de Alva), da Electricidade (Vila Real), da Amêndoa (Vila Nova de Foz Côa), do Arrais e da Cereja (Resende), do Vinho (São João da Pesqueira), da Seda (Freixo de Espada à Cinta), do Somagre (Vila Nova de Foz Côa) e de Barqueiros (Mesão Frio).


Paços do Concelho de Tabuaço
O edifício foi construído no século XX.

Corria o ano de 1913, mais precisamente a 31 Maio, quando em sessão da Câmara, foram abertas as propostas para a execução de uma empreitada para a construção do edifício destinado aos novos Paços do Concelho, que até ali eram na Praça Victor de Macedo Pinto, num edifico do século XIX.

Arquitectura é civil política, administrativa e judicial com traços revivalistas neoclássicos.