Sábado, 25 Março 2017
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Lenda da Princesa Ardinga D. Tedon

A Princesa Ardinga, filha do rei Alboazam, viveu no século X, altura em que Lamego se encontrava sob domínio árabe e pagava tributo ao Califado de Córdova. Estamos no período da reconquista da Península Ibérica aos árabes.

Ardinga apaixonou-se por D. Tedon, um jovem cavaleiro cristão, que por o ser já era impedimento ao seu amor. Ardinga fugiu do domínio de seu pai e veio refugiar-se no Convento de S. Pedro das Águias, onde se converteu, com a ajuda de velho eremita Frei Gelásio, ao Cristianismo.

Perseguida pelo pai, Ardinga viria a morrer às suas mãos, pois a ira do rei mouro levou-o a degolar a filha e derramar o seu sangue junto ao Rio Távora, ali mesmo ao pé do Convento onde se havia convertido e jurado amor eterno ao D. Tedon.

Diz o povo que ainda hoje há quem ouça o choro da jovem princesa junto ao rio e que as águas do rio ainda ficam vermelhas, tingidas pelo sangue da princesa convertida.